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Onde está Witzel? Crivella? Bolsonaro? O silêncio obsequioso dos atrozes! - por Carlos Eduardo Cardozo

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Onde está Witzel? Crivella? Bolsonaro? O silêncio obsequioso dos atrozes! - por Carlos Eduardo Cardozo* Fico me perguntando como nominar essa crise que estamos vivendo: crise ética? Crise moral? Crise civilizatória? Crise religiosa? Crise da relativização dos valores cristãos? Que diante de um HQ invisibilizado, numa feira de livros, se monta um circo de ‘próprio’ e ‘impróprio’. Agora, diante da violência, da barbárie, e dos brutais assassinatos de crianças e jovens, um silêncio obsequioso! Seria conivência? Seria aprovação de tais intervenções estatais? Hanna Arendt já no século passado cunhou a expressão “banalidade do mal” que ilumina e nos faz pensar no momento atual: não podemos naturalizar a morte e a violência de crianças e jovens sob a insígnia no combate ao tráfico - é preciso um outro modelo social, político e religioso que permite que tenha mais vida, e “vida em plenitude” (cf. Jo 10,10). Como educador, como cristão: deixo registrado o meu lamento: estão ceifando os son...

Eleições 2018: primeiras impressões

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Eleições 2018: primeiras impressões* Carlos Eduardo Cardozo cadunew@yahoo.com.br   Foto extraída de: www.tnh1.com.br A eleição de Jair Bolsonaro no Brasil no último domingo, dia 28/10/2018, aponta um cenário muito complexo e de desafios profundos para o próximo governo. Ele é o sexto presidente eleito após a redemocratização e promulgação da Constituição de 1988, que completa 30 anos neste ano de 2018.  Trata-se da maior vitória eleitoral da direita na história política brasileira. E não se trata de qualquer direita, mas de uma direita extremada, militarizada e autoritária em todas as esferas da sociedade, na igreja, na escola, no partido, em tudo.  Esse episódio histórico evidencia a atual fragilidade que se encontra a democracia brasileira. O pleito de 2018 se situa num horizonte de dois cenários mundiais que apontam forte tendência. A primeira é o fortalecimento e crescimento da extrema direita num contexto mundial, a citar o caso do próprio EUA, e ou...

JUVENTUDES: participação, autonomia e identidade

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Nem só de rebeldia – e alienação – vive a juventude;  movimentos coletivos e atitudes individuais mostram a busca por novas formas de atuação para transformar o mundo.                                                                                                                          Carlos Eduardo Cardozo [1] cadunew@yahoo.com.br        Ao longo da última década, uma das principais contribuições dos “estudos de juventude” foi ter ressaltado que os jovens não são apenas “cidadãos do amanhã em formação”, papel esse a eles relegado pela escola, igrejas, políticas de juventude e organizações da sociedade civil: eles são atores importantes ...

Jovens: quem são? e o que os constitui?

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Considerações acerca da abordagem sociológica da juventude contemporânea Objeto de culto da sociedade contemporânea, a juventude é, por vezes, classificada como uma fase de transição. é definida muito mais pelos problemas que enfrenta do que por sua singularidade e potencialidades. Afinal, o que é ser jovem? Estamos vivendo num tempo onde um debate sério sobre a juventude é socialmente pungente. O ano de 2013 situa-se como marco central no debate sobre a juventude, sobretudo, na Igreja Católica no Brasil. É o ano em que a Igreja vive a Campanha da Fraternidade com esse tema. Também, é neste ano que o novo Papa, Francisco, visita o Brasil no maior encontro católico de jovens do mundo: a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, inclusive como seu primeiro compromisso internacional no papado. Além disso, objeto de culto da sociedade contemporânea, a juventude é idealizada como padrão de beleza e “lugar” onde todos querem estar. Quem ainda não é, quer ser logo considerad...

Um museu, uma história: a história dos Direitos Humanos no Chile

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Manhã fria com uma brisa forte em Santiago. Amanheceu mais um dia... e nós aqui como bons turistas nos organizamos para mais uma expedição “exploratória” dos recursos turísticos que esta cidade nos oferece. Parecia mais um dia normal em nosso roteiro. Mas não! Hoje visitamos o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Uma visita surpreendente. Uma visita para ficar na eterna memória de seus visitantes. Aliás, é sobre memória que este museu aborda. Ao chegar, fiquei surpreendido com a estrutura arquitetônica do lugar. Um prédio imponente pelas suas formas e linhas de material pesado (cimento, cobre e vidro). Havia 3 imponentes bandeiras do Chile no Pátio. Pela suntuosidade do pátio uma expectativa foi sendo gestada em mim.  No início do meu percurso pelas instalações do Museu fiquei atento a uma guia no início de um passeio pedagógicos de um grupo de alunos da última séria do ensino fundamental da rede pública. Neste momento, esta guia fez uma introdução que ficou tocou profu...

O Egito a caminho da revolução: a juventude entra em cena

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As mobilizações populares na Tunísia, Egito, Iêmen e em outros lugares são um alerta para o chamado mundo desenvolvido e seria um grande avanço para a democracia se esta região que permanece imersa na violência, em fraudes eleitorais e miséria crescente da população recebesse o devido apoio internacional nesse momento. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que os EUA poderão revisar a ajuda ao Egito. O presidente Obama solicitou às autoridades egípcias que evitem o uso de qualquer tipo de violência contra manifestantes pacíficos, alertando que "aqueles que protestam nas ruas têm uma responsabilidade de expressar-se pacificamente. Já a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a “estabilidade do país é muito importante, mas não a qualquer preço”. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que "os líderes do Egito escutem as preocupações legítimas e os desejos de seus cidadãos”. O primeiro ministro britânico David Cameron declarou: “Eu acho que precisamos de refo...

Aborto e Excomunhão

Com Israel de Azevedo (FSP 13/03) expressamos nossa indignação a respeito do episódio da excomunhão. Na Carta, o missivista ilustra sua crítica com textos do grande Rui Barbosa. De fato, Rui teve seu momento de aspereza em relação à Igreja católica, principalmente na tradução, com ampla introdução, de O Papa e o Concílio, de Döllinger. No entanto, já na idade madura, ele retratou-se repetidas vezes de seu exagero, sendo paradigmático seu Discurso no Colégio Anchieta (1903), incisiva profissão de fé católica. Detalhe: entre os presentes, estava o seu filho João, aluno nessa instituição jesuítica. Não se julga uma Igreja por aspectos parciais, mas pelo conjunto da vida dos fiéis, sejam papas, bispos, padres, leigas e leigos; por sua capacidade de constante conversão. Toda crítica honesta só pode colaborar para tal conversão. Quanto mais serena a crítica, mais chance tem de ser ouvida. Com paciência histórica esperamos ver o Dr. Israel, tal como Rui, contemplar outros aspectos desta nossa...